TOMAR – Politécnico com dificuldades para pagar ordenados. Grupo de Monitorização fala...

TOMAR – Politécnico com dificuldades para pagar ordenados. Grupo de Monitorização fala em “situação de crise institucional grave”

Os politécnicos de Tomar, Santarém e Castelo Branco estão com dificuldades financeiras no pagamento de salários, estando em causa um valor global que atinge os 5,9 milhões de euros. Os ordenados de Novembro e subsídios de Natal foram regularizados «e os salários de Dezembro também vão ser», garantiu à Lusa o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Manuel Heitor sublinhou que este é um processo recorrente para estas três instituições nesta altura do ano, que já foi discutido com o Ministério das Finanças e que “já foi resolvido”. Num documento a que a agência Lusa teve acesso, o Grupo de Monitorização e Controlo Orçamental das Instituições de Ensino Superior Público alerta a tutela para as necessidades financeiras verificadas, à data de 13 de novembro de 2019, nas três instituições de ensino superior público e sugere que os politécnicos de Castelo Branco, Santarém e Tomar sejam considerados “em situação de crise institucional grave”, que requer “uma acção especÍfica”, nomeadamente constituir uma equipa, em colaboração com as instituições, que permita identificar até 31 de dezembro de 2019 as medidas urgentes a aplicar. O documento apontava para um valor global em falta de 5,9 milhões de euros, mas o processo de pagamento, “como em todos os anos, nesta altura do ano, está em curso”, referiu o ministro. Manuel Heitor disse que a situação não é nova e que os casos particulares de cada uma das instituições estão a ser alvo de “uma análise muito cuidada, caso a caso”, tendo em conta o seu contexto local, a oferta formativa, entre outros aspetos que estão a ser equacionados no processo de reestruturação pelo qual os três politécnicos têm que passar. Segundo o governante, Tomar tem um processo de reforma “em curso”, Santarém “ainda não iniciou” e Castelo Branco está num processo “que tem de ser acelerado”. Lusa/António Freitas